Que a Kawasaki faz algumas das melhores motos do mercado isso é fato, o legal é que as mesmas motos podem correr em vários campeonatos espalhados pelo Brasil, como é o caso da ZX-6R. Exemplo disso foi a participação na abertura do principal evento de motovelocidade do País: o campeonato SuperBike Series, realizado no dia 27 de fevereiro, no autódromo de Interlagos.
Correndo na prova das 600cc a ZX-6R foi um dos destaque e, dentre os 19 participantes, o modelo figurou nas sete primeiras colocações da corrida, no ranking geral e as nove melhores voltas. A Kawasaki alcançou quase sete segundos de diferença frente aos demais concorrentes. Isso demonstra a competitividade e performance dos modelos da montadora.
Com o modelo os pilotos alcançaram grandes resultados. Na categoria SS PRO a vitória foi de Marcos Massao Nishimoto (23:47.584), seguido por Daniel Fabbri, Marcello Brasil, Eduardo Costa Neto e Sérgio Ferreira, todos equipados com Kawasaki Ninja ZX-6R. Já na categoria SS PRO AM, a vitória também foi de um piloto guiando o modelo japonês: Pedro Henrique Sala, seguido de Fernando Ângelo Ferraz. Os outros pilotos que disputaram a prova com a máquina foram Ricardo Fernandes e Pedro Gonçalves.
A Ninja ZX-6R é uma esportiva que consegue agradar seja na rua ou estrada, e se adapta às pistas de corrida, evidente quer o modelo que está participando do SBK tem alguma modificações para competir.
A moto, equipada com motor quatro tempos de 599 cc gera exatos 128cv de potência a um torque máximo de 6,8 kgfm a 11.800 rpm. Além disso, possui desde linhas acentuadas a cores vibrantes, detalhes especiais das motocicletas da família Ninja. A Ninja ZX-6R pode ser adquirida ao preço público sugerido de R$ 46.990,00.
Motos inspiradas nas competições
A Kawasaki ZX-6R foi uma moto comum que acabou parando nas pistas de corridas, mas na história no motociclismo podemos encontrar motos de rua beberam na fonte dos modelos de corrida, abaixo alguns exemplos.
Honda CBR 1000RR Fireblade
Uma das mais potentes motos já desenvolvidas por uma das mais tradicionais fabricantes de motocicletas do planeta. Assim, podemos definir a Fireblade, que desde abril está nas concessionárias brasileiras com cores e grafismos bem impressionantes. Reunindo tecnologia com alta performance, esportividade e segurança, o modelo é inspirado na Honda RC212V, motocicleta que participa do campeonato mundial de MotoGP, e oferece o máximo de esportividade e prazer à pilotagem, com respostas imediatas à aceleração e grande maneabilidade, que é reconhecidamente uma de suas maiores virtudes.
Toda a sua potência está no motor de 999,8 cm³, com quatro cilindros em linha, Double Over Head Camshaft (DOHC), 16 válvulas, alimentado por injeção eletrônica e arrefecido a líquido. O conjunto gera potência máxima de 178,1 cv a 12.000 rpm e torque de 11,4 kgf.m a 8.500 rpm.
Yamaha YZF-R1 2010
Sucesso das pistas para as ruas e se não fosse os itens de segurança como retrovisores e faróis, exigidos por lei para que as motocas possam rodar nas ruas das cidades brasileiras, e apenas uma letra no nome da moto, a YZF-R1 2010, poderia se passar facilmente pela YZR-M1, de Jorge Lorenzo.
Mas, sem dúvida, a grande novidade da R1 2010 é o propulsor de quatro cilindros em linha, DOHC, com refrigeração líquida que manteve a mesma capacidade cúbica do anterior: 998 cc. Mas as semelhanças com o motor que equipa sua antecessora param por aí. Tudo, do virabrequim ao cabeçote, é novo.
O torque da nova R1 está ligeiramente superior, porém mais constante: agora são 11,8 kgf.m a 10.000 rpm, contra os 11,5 kgf.m do modelo anterior – isso sem a indução direta de ar que atua em altas velocidades. A potência também aumentou timidamente sem a indução de ar. Subiu dos 180 cv anteriores para 182 cv a 12.500 rpm.
Ducati 848
Feita para correr. Falando dessa forma até parece que alguma moto esportiva não foi construída para isso, porém, na Ducati 848 isso salta aos olhos. Apresentada em Milão, em 2008, em uma cor branca perolizada, a máquina italiana substitui à altura o modelo 749 com certa folga, e com cinco quilos a menos que a antecessora.
A semelhança dela com a Desmosedici que será guiada por Valentino Rossi, além de correr, é claro, está no painel. Fora o conta-giros e o velocímetro, a 848 traz um computador de bordo que informa ao piloto o consumo, temperatura do óleo e do ar e um cronômetro que é acionado por um botão.
O motor é um caso a ser comentado à parte: são 849 cc distribuídas em 2100 mm de comprimento e uma potência que pode chegar a 134 cv a 10.000 rpm. Com um motor despejando toda essa força em uma moto compacta, como é o caso dessa Ducati, precisaria de um freio robusto para segurar toda essa fúria, e foi isso que os italianos fizeram
Fonte: Motovrum